
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Buffet Mesa de saída de sinagoga e Brit Milá
Buffet café da manhã no salão ao lado da sinagoga depois da cerimônia
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
CURSO DE COZINHA KASHER
CURSOS DE CULINÁRIA KASHER
Segunda feira, dia 05 de Outubro, manhã, tarde e noite, inicia as aulas para "INICIANTES NA COZINHA KASHER (segundas e quartas)
Obs: esse curso também serve para iniciantes na cozinha ou quem tem alguma base de cozinha.
Terça feira, dia 06 de Outubro, Manhã, tarde e noite daremos início ao curso de COZINHA INTERNACIONAL KASHER (terças e quintas) RESERVE JÁ SUA VAGA
CURSO DE COZINHA “INICIANTES PARA NOIVAS"
(mulheres que vão casar e não sabem cozinhar)
BREVE CURSO DE “Enologia Kasher”
Entre outros cursos o de cozinha vegetariana, cozinhando sem alergias e etc.
Todas as aulas são 100% práticas.
Ministradas por professora Graduada e Pós graduada Docência em Gastronomia.
Havendo interesse, peça a programaçãocompleta por e-mail: contatos@elianardidio.com.br ou através do site www.elianardidio.com.br – tel.: 2639-6412/4112-6444
Eliana
Segunda feira, dia 05 de Outubro, manhã, tarde e noite, inicia as aulas para "INICIANTES NA COZINHA KASHER (segundas e quartas)
Obs: esse curso também serve para iniciantes na cozinha ou quem tem alguma base de cozinha.
Terça feira, dia 06 de Outubro, Manhã, tarde e noite daremos início ao curso de COZINHA INTERNACIONAL KASHER (terças e quintas) RESERVE JÁ SUA VAGA
CURSO DE COZINHA “INICIANTES PARA NOIVAS"
(mulheres que vão casar e não sabem cozinhar)
BREVE CURSO DE “Enologia Kasher”
Entre outros cursos o de cozinha vegetariana, cozinhando sem alergias e etc.
Todas as aulas são 100% práticas.
Ministradas por professora Graduada e Pós graduada Docência em Gastronomia.
Havendo interesse, peça a programaçãocompleta por e-mail: contatos@elianardidio.com.br ou através do site www.elianardidio.com.br – tel.: 2639-6412/4112-6444
Eliana
domingo, 29 de junho de 2008
Viagem pelo mundo na cozinha Sefaradi
VIAGEM PELO MUNDO DA COZINHA SEFARADI E ASHKENAZI
Como professora de gastronomia estou sempre em busca de novidades e atualizações para dar cada dia mais o melhor que posso em conhecimento tanto cultural como dentro da cozinha aos meus alunos. Já consegui introduzir dentro das minhas aulas de eventos e cozinha internacional a maravilhosa cozinha judaica. Uma cozinha que chama atenção de todos e a maioria mostra interesse em conhecê-la na prática também, pois já escutaram tanto falar dela. Há menos de 1 mês estive em Barcelona (Espanha), na livraria FNAC e além dos livros que encontrei como material para sala de aula das principais regiões da Espanha, é lógico que eu estava atrás de material para dar em cozinha judaica.
Achei um livro maravilhoso, bem escrito e que trazia a verdadeira herança dos judeus sefaradis e ashkenazis, mas principalmente dos sefaradis escritos através de uma sefaradi que vivenciou muito do que escreveu e foi atrás de pessoas que pudessem engrandecer seu livro. E por conseqüência trazer a mim um enriquecimento de gastronomia que poderei passar aos meus alunos e aos meus leitores.
No decorrer de nossas publicações conheceremos um pouco mais da História que nos conta essa grande escritora ganhadora de inúmeros prêmios e de outras histórias que conheço, junto com receitas riquíssimas para usarmos no nosso dia a dia e em nossas festas. .
Quando falamos em cozinha sefaradi, associamos a cozinha mediterrânea e oriental. Onde encontramos 4 grandes estilos: O judeu espanhol que é da Turquia e dos Bálcãs, representando os judeus de ascendência ibérica que se estabeleceram no coração das terras otomanas. O estilo norte africano O magrebi que inclui a cozinha marroquina, tunisiana, argelina e Líbia. Depois quanto ao judeu-árabe que é a cozinha Síria e Libanesa, assim como na cozinha do Iran e Iraque. A principal característica dessas cozinhas é a diversidade. Ainda temos muito a comentar sobre essa cozinha nos nossos próximos encontros. Então seguiremos agora com receitas típicas dessas regiões.
Harissa
Esse Condimento picante é utilizado como acompanhamento de pratos tunisianos, desde saladas, pescados, pollo (frango) e cúscus. Pode ser comprada em lata, mas não é a mesma qualidade de feita na hora. Esta receita foi extraída da “bíblia” (culinária dos judeus tunisianos de Paris) “250 receitas clássicas da cozinha tunisiense”, de Edmond Zeitoun.
Ingredientes:
Pimenta vermelha seca (pode ser malagueta) 250 g
Alho – 1 cabeça descascada
Sementes de coentro em pó – 1 colher de sopa
Sementes de alcaravia * - 1 colher de sopa
Sal – 1 colher de sopa
Azeite de oliva virgem para cobrir.
Modo de Preparo
Abrir a pimenta e tirar as sementes e o pedúnculo. Deixar de molho durante meia hora até que estejam moles. Escorrer e picar bem junto com o alho e o resto dos ingredientes, adicionando de 2 a 4 colheres de água para obter uma pasta substanciosa e espessa. Colocar em potes com azeite por cima.
* As sementes de alcaravia são castanhas e compridas, em forma de crescente, e são semelhantes às sementes dos cominhos.
São utilizadas para condimentar bolo, biscoitos, pão, queijo e picles. As sementes de alcaravia também se conjugam muito bem com legumes cozidos. Pode ser encontrada em lojas indianas ou substituir por outras especiarias como cominho, erva doce e etc.
PESCADO – Em todas as comunidades sefaraditas, o pescado tinha prestigio. Comia-se na sexta feira no fim do shabat e os miúdos faziam parte da comida sem carne da quinta feira a noite. O pescado era servido nas comidas festivas e nas merendas do campo. Na África do Norte, as comidas ao ar livre estavam impregnadas do aroma dos pescados assados com cominho.
SALUNA (pescado agridoce Iraquiano)
4 porções
1 Cebola grande cortada em rodelas
Azeite vegetal suave
1 Pimentão verde pequeno pontiagudo (doce e semi-picante), cortado em rodelas.
2 Tomates grandes, sem pele, cortado pela metade e em rodelas.
Sal e pimenta
Suco e 2 limões 125 ml
3 colheres (sopa) de açúcar
1 ½ colheres de extrato de tomate
4 filés de bacalhau de 1k (dessalgar bem)
Modo de Preparo
Fritar a cebola com o pimentão verde em 2 colheres de azeite, até que fiquem transparente, acrescentar os tomates, sal e pimenta. A parte misturar o suco de limão e o açúcar com um pouco de sal e o extrato de tomate cozinhando até que o açúcar se dissolva (molho agridoce).
Frite os filés até que dourem por fora, mas fiquem mal passados por dentro.
Numa frigideira coloque o tomate e as cebolas junto com o molho agridoce e cozinhe por 10 minutos. Acompanha o pescado, se quiser pode colocar em cima do pescado esse molho. Pode cozinhar também com o tomate a cebola, o molho agridoce em cima do filét por 10 minutos ou até que esteja o filé macio.
Variação: Como condimentos opcionais pode se usar uma colher (café) de curry em pó, cominho e uma pitada de cúrcuma ao molho agridoce. Pode também substituir o suco de limão por 4 colheres de vinagre de vinho e 3 colheres de lima seca em pó.
Referência: Claudia Roden, El Libro De La Cocina Judia - Editora Zandrera Zariquiey
Eliana Rebeca Rosebaum Didio
Graduada e Pós Graduada em Gastronomia
Consultora de vigilância Sanitária e Segurança da medicina do trabalho na cozinha
Professora da Faculdade de gastronomia da UNIP – Aonde ministra dentro da cozinha internacional, Cozinha Judaica.
Professora do curso de Cozinha Judaica da Faculdade de Gastronomia HOTEC
Palestrante e professora de cozinha judaica e kasher.
Como professora de gastronomia estou sempre em busca de novidades e atualizações para dar cada dia mais o melhor que posso em conhecimento tanto cultural como dentro da cozinha aos meus alunos. Já consegui introduzir dentro das minhas aulas de eventos e cozinha internacional a maravilhosa cozinha judaica. Uma cozinha que chama atenção de todos e a maioria mostra interesse em conhecê-la na prática também, pois já escutaram tanto falar dela. Há menos de 1 mês estive em Barcelona (Espanha), na livraria FNAC e além dos livros que encontrei como material para sala de aula das principais regiões da Espanha, é lógico que eu estava atrás de material para dar em cozinha judaica.
Achei um livro maravilhoso, bem escrito e que trazia a verdadeira herança dos judeus sefaradis e ashkenazis, mas principalmente dos sefaradis escritos através de uma sefaradi que vivenciou muito do que escreveu e foi atrás de pessoas que pudessem engrandecer seu livro. E por conseqüência trazer a mim um enriquecimento de gastronomia que poderei passar aos meus alunos e aos meus leitores.
No decorrer de nossas publicações conheceremos um pouco mais da História que nos conta essa grande escritora ganhadora de inúmeros prêmios e de outras histórias que conheço, junto com receitas riquíssimas para usarmos no nosso dia a dia e em nossas festas. .
Quando falamos em cozinha sefaradi, associamos a cozinha mediterrânea e oriental. Onde encontramos 4 grandes estilos: O judeu espanhol que é da Turquia e dos Bálcãs, representando os judeus de ascendência ibérica que se estabeleceram no coração das terras otomanas. O estilo norte africano O magrebi que inclui a cozinha marroquina, tunisiana, argelina e Líbia. Depois quanto ao judeu-árabe que é a cozinha Síria e Libanesa, assim como na cozinha do Iran e Iraque. A principal característica dessas cozinhas é a diversidade. Ainda temos muito a comentar sobre essa cozinha nos nossos próximos encontros. Então seguiremos agora com receitas típicas dessas regiões.
Harissa
Esse Condimento picante é utilizado como acompanhamento de pratos tunisianos, desde saladas, pescados, pollo (frango) e cúscus. Pode ser comprada em lata, mas não é a mesma qualidade de feita na hora. Esta receita foi extraída da “bíblia” (culinária dos judeus tunisianos de Paris) “250 receitas clássicas da cozinha tunisiense”, de Edmond Zeitoun.
Ingredientes:
Pimenta vermelha seca (pode ser malagueta) 250 g
Alho – 1 cabeça descascada
Sementes de coentro em pó – 1 colher de sopa
Sementes de alcaravia * - 1 colher de sopa
Sal – 1 colher de sopa
Azeite de oliva virgem para cobrir.
Modo de Preparo
Abrir a pimenta e tirar as sementes e o pedúnculo. Deixar de molho durante meia hora até que estejam moles. Escorrer e picar bem junto com o alho e o resto dos ingredientes, adicionando de 2 a 4 colheres de água para obter uma pasta substanciosa e espessa. Colocar em potes com azeite por cima.
* As sementes de alcaravia são castanhas e compridas, em forma de crescente, e são semelhantes às sementes dos cominhos.
São utilizadas para condimentar bolo, biscoitos, pão, queijo e picles. As sementes de alcaravia também se conjugam muito bem com legumes cozidos. Pode ser encontrada em lojas indianas ou substituir por outras especiarias como cominho, erva doce e etc.
PESCADO – Em todas as comunidades sefaraditas, o pescado tinha prestigio. Comia-se na sexta feira no fim do shabat e os miúdos faziam parte da comida sem carne da quinta feira a noite. O pescado era servido nas comidas festivas e nas merendas do campo. Na África do Norte, as comidas ao ar livre estavam impregnadas do aroma dos pescados assados com cominho.
SALUNA (pescado agridoce Iraquiano)
4 porções
1 Cebola grande cortada em rodelas
Azeite vegetal suave
1 Pimentão verde pequeno pontiagudo (doce e semi-picante), cortado em rodelas.
2 Tomates grandes, sem pele, cortado pela metade e em rodelas.
Sal e pimenta
Suco e 2 limões 125 ml
3 colheres (sopa) de açúcar
1 ½ colheres de extrato de tomate
4 filés de bacalhau de 1k (dessalgar bem)
Modo de Preparo
Fritar a cebola com o pimentão verde em 2 colheres de azeite, até que fiquem transparente, acrescentar os tomates, sal e pimenta. A parte misturar o suco de limão e o açúcar com um pouco de sal e o extrato de tomate cozinhando até que o açúcar se dissolva (molho agridoce).
Frite os filés até que dourem por fora, mas fiquem mal passados por dentro.
Numa frigideira coloque o tomate e as cebolas junto com o molho agridoce e cozinhe por 10 minutos. Acompanha o pescado, se quiser pode colocar em cima do pescado esse molho. Pode cozinhar também com o tomate a cebola, o molho agridoce em cima do filét por 10 minutos ou até que esteja o filé macio.
Variação: Como condimentos opcionais pode se usar uma colher (café) de curry em pó, cominho e uma pitada de cúrcuma ao molho agridoce. Pode também substituir o suco de limão por 4 colheres de vinagre de vinho e 3 colheres de lima seca em pó.
Referência: Claudia Roden, El Libro De La Cocina Judia - Editora Zandrera Zariquiey
Eliana Rebeca Rosebaum Didio
Graduada e Pós Graduada em Gastronomia
Consultora de vigilância Sanitária e Segurança da medicina do trabalho na cozinha
Professora da Faculdade de gastronomia da UNIP – Aonde ministra dentro da cozinha internacional, Cozinha Judaica.
Professora do curso de Cozinha Judaica da Faculdade de Gastronomia HOTEC
Palestrante e professora de cozinha judaica e kasher.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
60 ANOS DA RECONSTRUÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL
Essa história completa 60 anos, um período em que os judeus tiveram que conviver com guerras, perseguições, acusações e negações
NO DIA 29 de novembro, comemoram-se 60 anos da partilha da Palestina, ocorrida em 1947, em sessão da ONU, presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha. Há quem diga que a resolução da partilha é a certidão de nascimento do Estado de Israel. Já ouvimos falar também que aquela terra nunca foi judaica, o que não é verdade. Os judeus sempre estiveram presentes naqueles territórios, em maior ou menor número, mas sempre houve população judaica morando lá. Quando a ONU foi criada, em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, pouco depois de a barbárie nazista vitimar 6 milhões de judeus, a Palestina era um território administrado pela Inglaterra, sob a forma de mandato.
Entre as questões que tinham que ser tratadas, estava a de um Estado judeu na bíblica terra de Israel.
O crescimento da população judaica na Palestina durante a guerra encontrava forte objeção por parte da população árabe local. Conseqüentemente, a violência da qual os judeus sempre foram alvos só aumentou.
Diante disso e do questionamento de diferentes partes pela soberania, a Inglaterra decidiu, em fevereiro de 1947, trazer a questão à ONU.
O governo inglês pediu a realização imediata de uma sessão especial da Assembléia Geral, em que foi criado o Comitê Especial da ONU sobre a Palestina (Unscop, na sigla em inglês), composto por 11 Estados-membros.
Durante o curso de suas atividades, o comitê especial foi à Palestina, ao Líbano, à Síria e à Transjordânia e visitou também os campos de refugiados na Europa, que tinha sido devastada pela Segunda Guerra Mundial e vivido recentemente a tragédia dos judeus europeus durante o nazismo.
Enquanto as organizações judaicas cooperavam com o Unscop, a liderança palestina do Alto Comitê Árabe decidiu não participar. Após dois meses de intensos debates sob a presidência de Oswaldo Aranha, foi aprovada, em 29 de novembro de 1947, a resolução 181, que deliberou sobre o plano de partilha, conforme proposto pela maioria do comitê especial. Esse plano previa o fim do mandato e a retirada gradual das forças armadas britânicas, além da definição de fronteiras entre os dois Estados e da situação de Jerusalém. A Agência Judaica aceitou a resolução, apesar da sua insatisfação a respeito de questões como a imigração de judeus europeus e os limites territoriais propostos para o Estado judaico. O plano não foi aceito pela população árabe local nem pelos Estados vizinhos.
Em 14 de maio de 1948, a Inglaterra renunciou ao mandato sobre a Palestina e desligou suas forças. No mesmo dia, a Agência Judaica proclamava a criação do Estado de Israel com os limites territoriais estabelecidos no plano de partilha. Enquanto os judeus comemoravam nas ruas, tropas dos países árabes invadiram e atacaram o recém-nascido Estado judeu.
Essa história completa agora 60 anos, um período em que os judeus tiveram que conviver com mais guerras, perseguições, acusações e negações, como as que escutamos diariamente da voz do presidente do Irã. "Eretz Israel" (a terra de Israel) foi a terra natal do povo judeu. Lá tomou forma sua identidade espiritual, religiosa e política.
Foi em Israel que, pela primeira vez na época moderna, os judeus se reconstituíram como Estado, criaram valores culturais de significação nacional e universal e deram ao mundo o eterno "Livro dos Livros".
Os judeus se empenharam, de geração em geração, no ideal de se restabelecerem em sua antiga pátria. Fizeram florir os desertos, reviveram a língua hebraica, construíram cidades e povoados e criaram uma sociedade florescente, controlando sua própria economia e cultura, procurando a paz, mas sabendo como se defender.
Gostaria de parafrasear um trecho da Declaração de Independência do Estado de Israel, assinada pelos membros do Conselho Nacional, representantes judeus do país e do movimento sionista mundial. Ela inclui referências aos imperativos históricos do renascimento de Israel; as diretrizes de um Estado judeu democrático, baseado em liberdade, justiça e paz, conforme a visão dos profetas bíblicos; e um apelo por relações pacíficas com os Estados árabes para o benefício de toda a região.
"Estendemos nossa mão a todos os Estados vizinhos e a seus povos, numa oferta de paz e boa vizinhança, e lhes apelamos a estabelecer liames de cooperação e ajuda mútua com o povo soberano estabelecido em sua própria terra."
BORIS BER, 53, administrador de empresas, presidente da Asteca Corretora de Seguros, é presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo.
Essa história completa 60 anos, um período em que os judeus tiveram que conviver com guerras, perseguições, acusações e negações
NO DIA 29 de novembro, comemoram-se 60 anos da partilha da Palestina, ocorrida em 1947, em sessão da ONU, presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha. Há quem diga que a resolução da partilha é a certidão de nascimento do Estado de Israel. Já ouvimos falar também que aquela terra nunca foi judaica, o que não é verdade. Os judeus sempre estiveram presentes naqueles territórios, em maior ou menor número, mas sempre houve população judaica morando lá. Quando a ONU foi criada, em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, pouco depois de a barbárie nazista vitimar 6 milhões de judeus, a Palestina era um território administrado pela Inglaterra, sob a forma de mandato.
Entre as questões que tinham que ser tratadas, estava a de um Estado judeu na bíblica terra de Israel.
O crescimento da população judaica na Palestina durante a guerra encontrava forte objeção por parte da população árabe local. Conseqüentemente, a violência da qual os judeus sempre foram alvos só aumentou.
Diante disso e do questionamento de diferentes partes pela soberania, a Inglaterra decidiu, em fevereiro de 1947, trazer a questão à ONU.
O governo inglês pediu a realização imediata de uma sessão especial da Assembléia Geral, em que foi criado o Comitê Especial da ONU sobre a Palestina (Unscop, na sigla em inglês), composto por 11 Estados-membros.
Durante o curso de suas atividades, o comitê especial foi à Palestina, ao Líbano, à Síria e à Transjordânia e visitou também os campos de refugiados na Europa, que tinha sido devastada pela Segunda Guerra Mundial e vivido recentemente a tragédia dos judeus europeus durante o nazismo.
Enquanto as organizações judaicas cooperavam com o Unscop, a liderança palestina do Alto Comitê Árabe decidiu não participar. Após dois meses de intensos debates sob a presidência de Oswaldo Aranha, foi aprovada, em 29 de novembro de 1947, a resolução 181, que deliberou sobre o plano de partilha, conforme proposto pela maioria do comitê especial. Esse plano previa o fim do mandato e a retirada gradual das forças armadas britânicas, além da definição de fronteiras entre os dois Estados e da situação de Jerusalém. A Agência Judaica aceitou a resolução, apesar da sua insatisfação a respeito de questões como a imigração de judeus europeus e os limites territoriais propostos para o Estado judaico. O plano não foi aceito pela população árabe local nem pelos Estados vizinhos.
Em 14 de maio de 1948, a Inglaterra renunciou ao mandato sobre a Palestina e desligou suas forças. No mesmo dia, a Agência Judaica proclamava a criação do Estado de Israel com os limites territoriais estabelecidos no plano de partilha. Enquanto os judeus comemoravam nas ruas, tropas dos países árabes invadiram e atacaram o recém-nascido Estado judeu.
Essa história completa agora 60 anos, um período em que os judeus tiveram que conviver com mais guerras, perseguições, acusações e negações, como as que escutamos diariamente da voz do presidente do Irã. "Eretz Israel" (a terra de Israel) foi a terra natal do povo judeu. Lá tomou forma sua identidade espiritual, religiosa e política.
Foi em Israel que, pela primeira vez na época moderna, os judeus se reconstituíram como Estado, criaram valores culturais de significação nacional e universal e deram ao mundo o eterno "Livro dos Livros".
Os judeus se empenharam, de geração em geração, no ideal de se restabelecerem em sua antiga pátria. Fizeram florir os desertos, reviveram a língua hebraica, construíram cidades e povoados e criaram uma sociedade florescente, controlando sua própria economia e cultura, procurando a paz, mas sabendo como se defender.
Gostaria de parafrasear um trecho da Declaração de Independência do Estado de Israel, assinada pelos membros do Conselho Nacional, representantes judeus do país e do movimento sionista mundial. Ela inclui referências aos imperativos históricos do renascimento de Israel; as diretrizes de um Estado judeu democrático, baseado em liberdade, justiça e paz, conforme a visão dos profetas bíblicos; e um apelo por relações pacíficas com os Estados árabes para o benefício de toda a região.
"Estendemos nossa mão a todos os Estados vizinhos e a seus povos, numa oferta de paz e boa vizinhança, e lhes apelamos a estabelecer liames de cooperação e ajuda mútua com o povo soberano estabelecido em sua própria terra."
BORIS BER, 53, administrador de empresas, presidente da Asteca Corretora de Seguros, é presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo.
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